sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amoreco!

Bom, por sugestão (leia-se curiosidade! rsrs) da amiga Ítala do blog Rascunhos de Ítala, o post de hoje será uma pequena 'análise' sobre relacionamentos (opa!). Não sou famoso por falar com o uso de eufenismos, então muito do que está escrito aqui pode soar meio que indigesto, mas garanto que vou me esforçar  ao máximo para dar o devido polimento às palavras sem prejudicar o conteúdo. Bem sei que é um terreno pedregoso, e desde já afirmo que não sou de forma alguma letrado sobre o assunto, pode-se até dizer que não sou o melhor conselheiro sentimental do mundo (pra falar a verdade tô na lista dos 10 piores! rsrs) Mas mesmo com a minha falta de maturidade e intimidade com o tema, vamos lá, vou expor minha opinião.

Discutir, tanto quanto manter relacionamentos é uma tarefa sinuosa, requer não só um senso mínimo  da condição humana como também acredito que uma sensibilidade, um jogo de cintura. Essa é a parte mais espinhosa do caminho. É preciso estar na pele do outro, mergulhar em seu íntimo e compreender suas motivações, anseios, carências. Não digo para tornarmos experts em comportamento humano, mas com o mínimo de observação já se consegue algum efeito, alguma empatia. Muito do que tenho observado vai justamente pelo caminho inverso: há muita paranóia, maniqueísmo, neurose e manipulação nos relacionamentos atuais; há demasiado conflito de poder, interesses, território; há sempre uma contenda, às vezes subliminar, pela palavra final, pelo horário, pelo merecimento do voto de confiança. Joga-se pra escanteio o verdadeiro (pelo menos em teoria) sentido de se estar junto, pela posse do controle desse jogo, pelo lado que pesa mais na balança. Pois bem, penso que relacionamentos não deveriam ser disputas! E claro, tem quem argumente que toda e qualquer relação humana imbue-se de conflitos de interesses, que é uma característica intrínseca à própria manutenção da sobrevivência da mesma, que não podemos nos desvencilhar disso, mas a questão a que quero chegar é a de que até que ponto, grau ou escala o conflito se torna excessivamente danoso ao próprio objetivo de se vivenciar uma relação. 

Penso que uma relação deva ser saudável e equilibrada. Parece muita demagogia isso, mas acredito que ao se buscar um entendimento comum, o verdadeiro sentido de se estar junto, a sentimentalidade latente que deveria unir as pessoas possa de fato emergir, e não ficar apenas nas adjacências. Se existe fórmula pra isso? Se alguém souber, me avise! kkkk!!! Brincadeira, rsrs, o fato é que não acredito em fórmulas prontas. Qualquer tentativa de relativizar o comportamento humano, com todas as suas nuances, e limitá-lo à padrões pré-estabelecidos me parece sempre um grande exercício de futilidade. Sou da escola de pensamento que prega que cada caso é um caso; contudo, creio que em linhas gerais, o resultado almejado possa ser o mesmo, a harmonia pautada no sentimento comum que une as pessoas. Soa bonito? Pois é, quisera ver mais disso do que casais se deterem em pequenezas destrutivas. Pequenezas? Quer dizer que você acha que as brigas que temos muitas vezes poderiam ser evitadas, as discussões relevadas, o rancor esquecido e não guardado para ser usado como arma futura? A resposta é SIM!

Outra questão me vem à mente, quando falei mais acima que manter relacionamentos é uma tarefa sinuosa, pra não dizer árdua: ninguém mais quer ter trabalho com isso! Vejo que a nossa vida moderna se entupiu de tantas facilidades, que as pessoas tornaram-se relapsas com tudo o que antes demandava esforço e dedicação. É muito mais fácil, lúdico, relax, ingressar numa relação de fachada do que construir uma sólida. Ou nem sequer ingressar, já que se pode manter o status de single, e pegar geral por aí! rsrs Entretanto, relações necessitam prioritariamente de dedicação, e não me refiro àquele grude velado, mas um querer sincero e consciente, e da pretensão de levá-la adiante. Então, para que nossas relações, como qualquer outro empreendimento na vida, não se tornem tão somente descartáveis, é preciso definir antes de mais nada o que realmente queremos, qual o lugar que queremos alcançar, e o quanto estamos dispostos a dar para que possa ser realizado. Não necessita ser um planejamento metódico demais, pois também pode-se correr o risco de se tornar inflexível, e aí já é um outro motivo plausível para o seu fim; basta apenas que seja uma entrega verdadeira.

Finalizando, não por falta de mais assunto, mas por falta de argumentos para abordá-lo (deixa pra outro post, rsrs) gostaria de ver mais pessoas revendo seus hábitos, muitas vezes pequenos e que possam julgar insignificantes, mas que somados ao stress da vida corrida,  à falta de tempo, ao pouco descanso, podem se transformar numa bola de neve que culminará numa avalanche, e que muitas vezes encontra seu alvo nos relacionamentos que cultivam. E que façam justamente isso, cultivem seus relacionamentos! Plantem, reguem, colham seus frutos. Por mais que pra muitos possam parecer ilógicos, confusos,(e confesso que me incluo nesse grupo), relacionamentos valem a pena, sempre se pode aprender com eles, de uma forma feliz ou não, mas sempre se aprende.

7 comentários:

Rascunhos DÌtala disse...

Uma coisa triste que eu aprendi por ai é que as pessoas se apaixonam pela ideia de ter o outro e ai se esquecem da paixão que poderia ter pelo outro. Outra coisa pior ainda é quando nos acostumamos (me incluo, mas não quer dizer que sou eu tah) a sofrer por determinada situação, nesse ponto preferimos continuar sofrendo daquela forma ao jogar para o alto e se aventurar novamente, nem para isso vc va passar por um outro tipo de sofrimento. E todo esse negocio de controle? como se faz para poder viver em paz consigo mesmo? Eu não sei!!! Queria poder dizer que não jogo nas costas de terceiros a respondabilidade por dias mais brilhantes e felizes. Mas assim parece mais facil. No entanto, concordo com vc, vamos regar tudo que existe de bom todos os dias. Assim é forma de ser feliz. E valeu pelo post. Gostei muito do que escreveu, e não concordo com vc do papo de pouca experiendia, vc acha que isso é coisa para D. juans? Acho que não. eles se acham. bjs

Jamily disse...

Gostei, muito bom o post!
Infelizmente, hoje em dia ninguém mais valoriza os sentimentos; ás você encontra uma pessoa que te valorize, uma pessoa boa que te ama, que te entende/compreende, e você não está nem aí pra ela. Ás vezes sofrer por uma que não tem nem aí pra você parece mais prazeroso do que valorizar quem realmente se importa com você, num é mesmo?
Enfim, vivendo e aprendendo...essa droga chamada amor só tem a nos ensinar, seja do modo triste ou do modo alegre!

o ultimo poeta morto disse...

Galera, gostei muito dos comentários, mostra o quanto vocês são inteligentes e tão por dentro do assunto! ;D

Rascunhos DÌtala disse...

Bruno, escolhi a musica
e até ja aluguei o vestido
to quase em paz com a formatura
muuuuuuuito obrigada. bjs

Bia Hyde disse...

relacionamento é uma coisa complicada que eu ando fugindo :/ UHASUAHUSHAUHSUA

spersivo disse...

Bruno,
Para mim cada relacionamento é uma coisa diferente, tem uma química diferente, mas, quero mesmo é dizer que gostei do seu blog e até mesmo do trocadilho infame do Cult que não tem dono. Um abraço amazônico do seu conterrâneo desgarrado. Silvio Persivo

o ultimo poeta morto disse...

olá Silvio, seja muito bem-vindo por aqui, sinta-se inteiramente em casa! C; e concordo com vc, cada relacionamento é diferente, por isso sou do pensamento que cada caso é um caso. fique sempre a vontade pra comentar, viu! abraços pro povo da terrinha ae, tenho parentes ae também!

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