quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Noturno



Eis o livro que ando lendo esses dias. É a primeira aventura literária do cineasta mexicano Guillermo del Toro (Blade 2, O Labirinto do Fauno, Hellboy, remake de O Orfanato) em conjunto com o escritor americano de suspense Chuck Hogan, de quem o próprio Stephen King já havia falado estar entre os 10 melhores escritores do gênero na atualidade. Ele faz parte da chamada Trilogia da Escuridão, em que o segundo livro já lançado chama-se A Queda e o terceiro ainda não tem previsão, mas espera-se que ainda será lançado esse ano, mas de título provisório de Noite Eterna. Esse primeiro livro narra com precisão cirúrgica (essa analogia caiu como uma luva) o ataque de seres tão antigos quanto a própria humanidade, à maior metrópole do mundo, Nova Iorque, e os acontecimentos que se desencadeiam para um objetivo ainda mais ousado e definitivo, a dominação total do planeta. Que seres seriam esses? os strigoi, os temidos e incansáveis vampiros! Agora, se você está imaginando um bando de frescos que brilham ao contato com Sol e são 'vegetarianos' e moram em florestas, está redondamente enganado! Até porque quem mora em florestas e vive brilhando por aí são fadas, e não vampiros! (toma essa Stephenie Meyer!). Os vampiros de Noturno são nada mais do que vampiros, no pior sentido da palavra. São parasitas hematófagos da raça humana, na qual estão infiltrados há séculos e até mantém uma certa relação de parceria, como evidenciado no livro.

Noturno surpreende pela descrição pormenorizada das anatomias tanto humana quanto vampírica (quem lê sente-se assistindo a uma autópsia, rsrs), pela descrição de fatos e fenômenos (como na passagem do eclipse solar, aprendi muita coisa com esse livro!) e pelo pessimismo e até descrença na raça humana e na sua luta pela sobrevivência, como pude perceber em algumas passagens. Mas nem tudo está perdido! Existem heróis que não se põe resignados, mesmo que sintam-se carregando o peso do mundo nas costas. No fundo, trata-se da incansável luta das espécies, como diria Darwin. Muitos podem argumentar que por se tratar justamente disso, é um livro bastante previsível, mas eu contra-argumentaria, depois de enfrentar a saga Crepúsculo, que esse sim é um dos melhores livros sobre o tema como não víamos desde Anne Rice. Os autores mostraram que não queriam escrever um livro bobo e sem conteúdo, dá até pra imaginar a pesquisa  que tiveram que fazer! Pra quem gosta de horror gótico, essa trilogia é bastante recomendável. Estou curioso pra ler o segundo volume, ainda não o tenho disponível :(

P.S.: eu perdi o link que tinha do livro, então ainda vou decidir se disponibilizo aqui, ok? :)

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