sábado, 2 de abril de 2011

Terra dos Homens


Eis o livro que li essa semana. É do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, filho do conde Jean de Saint-Exupéry e da condessa Marie de Foscolombe, autor também do clássico imortal O Pequeno Príncipe. Pra começar, só posso tecer elogios ao livro, é emocionante, daqueles que nos reanima a fé no espírito humano, do qual o escritor parece ser bem entendedor, pois o situo dentre os mais humanistas dos escritores, até mais que outros dessa estirpe como Ernest Hemingway. Pode parecer de um lirismo exarcebado, pleno de exaltações e metáforas relativas ao deserto e ao ofício de aviador que desempenhou nos primeiros anos do século passado, aliás, é repleto de uma linguagem pouco usual nos dias de agora, e pode parecer meio repetitivo, ou melhor, enfático nesse aspecto, mas sinceramente, nunca vi antes um homem falar de sua profissão com tamanha paixão, e compreendê-la tão significativamente, digo, não só sobre o ponto de vista dele e da máquina, pois ele transcende a essa limitação, e declara quase que uma verdadeira ode ao efeito sinérgico provocado pela interação homem-máquina-meio ambiente-homem. Principalmente o que advém da relação homem-homem. É especialmente sobre isso que o livro fala, das relações humanas, das situações de superação, da busca pela sobrevivência e o encontro com o 'eu interior' e ao mesmo tempo universal, ilustradas nas histórias de seus companheiros Mermoz, Guillaumet, Bonnafous, Prévot e na dele próprio. É uma profissão de fé na humanidade, uma celebração da vida, mesmo que se apresente árdua em terrenos inóspitos como o deserto ou regiões bélicas. O último capítulo nos força a ter muitos questionamentos sobre como lidar com a situação de inferioridade em que alguns dos nossos irmãos se encontram, e nos faz voltar ao essencial de cada um de nós enquanto pertencentes ao todo que é a humanidade. Foi publicado em 1939, e traduzido para o português por Rubem Braga. Recomendo. Eis algumas frases do livro:


"A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado".


"A experiência mostra que amar não é olhar um para o outro, mas olhar juntos na mesma direção."


"Não podemos compreender o mundo em que vivemos se não nos encerramos em nós mesmos."

1 comentários:

Itala Alves disse...

Eu adorei o escritor em O Pequeno Príncipe
pois foi o único que eu li, mas me pareceu
bom essa outra história tmbm
bjs

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