quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Postagem sem mais importância, numa hora irrelevante, apenas pra preencher esse espaço


03:35

Não consigo dormir.

Juro que tentei. Apesar de dormir pouco, como já havia lhe falado, as vezes sinto falta. As vezes penso que uma boa noite de sono poderia apagar os últimos vestígios de um dia ruim. Não que meu dia tenha sido assim. Na verdade, há dias que não tenho a mínima noção do que estou fazendo.

Li os livros que me recomendaste. Assisti aos filmes também. Gostei, apesar de lamentar o fato de que não consiga emitir uma opinião mais profunda que um simples ‘gostei’. Talvez não tenha sua profundidade.  Mas por favor, entenda que não estou chamando você de intelectualóide. Mas já consigo ate imaginar sua reprovação ao meu comentário, rs. Anyway, eu não estava errado sobre a minha impressão quanto ao seu gosto artístico. É realmente singular. Esse é todo o diferencial. Você é singular.

Deve ser essa a causa. Sei que você analisaria a questão sob as mais diversas logicas, e finalmente me venceria com seus argumentos, mas se for o caso, admito de antemão minha derrota. Não posso debater racionalmente. Somente sinto, e o sentimento ofusca todo meu julgamento. Sinto sua falta. É isso.

Sai com meus amigos, li muito nesses dias, voltei a praticar o violão. Tentei viver a vida. Tentei não ligar muito pro que estou sentindo. Mas uma hora ou outra solitária que seja, o peso de toda essa negação cai sobre a gente, e particularmente nessas horas eu odeio me confrontar com a realidade. Hoje aconteceu. E agora estou aqui, me permitindo extravasar sem saber ao certo o resultado pratico deste feito. Terá um?

Talvez me arrependa de ter escrito tudo isso depois. Me arrependeria mais ainda se você lesse. Mas, não adianta. Pra que querer me enganar? Você me cativou. De um jeito que há tempos havia sido perdido. Não me vem a luz das lembranças mais proximas um momento em que tenha me sentido assim. Eu me senti vivo novamente. Fui como eu era, novamente. Como eu deveria ser. Leve, disposto, jovem... so que não me sinto mais assim agora. Os sorrisos bobos que você me arrancava levianamente a cada minuto se fecharam numa carranca fossilizada na minha face. Agora vagueio inquieto na minha casa de madrugada, como um animal enjaulado. Agora transmutei-me na minha própria caricatura, como aquelas do jornal de domingo.

Sinto sua falta. 

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